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O Frog Estadunidense tocava o seu banjo e cantava sobre as terras do Tio Sam. O Sapo Cururu tocava seu pandeiro e falava do Pindorama. Um dia se encontram... A primeira vista se estranharam... "Ele não tem banjo!" - pensou o Frog Americano. "Ele não tem pandeiro!" - pensou o Sapo Cururu. Então começaram um não-engraçamento... Um tocava banjo fervorosamente, quase rompendo as cordas, o outro revidava batendo pandeiro como louco, deixando a palma da mão vermelha feito pimenta malagueta. "Rebit! Rebit! Rebit! Rebit!" - era o que as pessoas escutavam estando de fora da lagoa. Um dizia: "Just EUA!" O outro respondia: "Pelo o Brasil!" Foi um duelo sangrento sem sangue... Até que... Pararam. Estavam exaustos. Puseram as línguas de fora e começaram a respirar ofegantemente. De repente o Sapo Cururu falou: "Quer trocar? Cansei deste instrumento tocar..." O Frog Estadunidense aceitou. Trocaram. O Frog Estadunidense com o pandeiro e o Sapo Cururu com o banjo. Voltaram a duelar. "Ei... Até que é legal esse troço com cordas!" - disse o Sapo Cururu. "Esse tal de pandeiro não é nada mal!" - falou o Frog Estadunidense. Os dois então pararam de duelar e saíram tocando pela lagoa. "Rebit! Rebit! Rebit! Rebit!" - era o que as pessoas escutavam de fora. Musicaram até a madrugada. Cansaram. Depois, sentaram-se ao pé de uma árvore na beira do lago. Um silêncio entre os inimigos se fez... Um encarou o outro, ainda segurando o instrumento do rival: "Rebit? (Amigos?)" - disse o Frog Estadunidense, estendendo a mão. O Sapo Cururu olhou por um instante... "Rebit! (Amigos!)" - respondeu o Sapo Cururu, apertando a mão do Frog Estadunidense. Os dois então levantaram e voltaram a tocar. "For América, moleque!" - os dois coaxaram. Foi assim que nasceu o Country Sambistico. 100% autoral! De dois sapos que depois conheceram uma Rã Poeta. Os três viraram grandes amigos e depois apresentaram seu estilo pelo mundo em outras lagoas e nos brejos em pleno ano de 1922.
(Baseado no poema "Os Sapos" de Manuel Bandeira)