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Meu nome é Lorena, e eu me arrependo do que irei contar.
Era um dia normal de verão, no céu azul não havia uma nuvem. Um leve vento refrescava a tarde quente. Eu estava encostada em uma árvore, observava Aya minha irmã, fazendo o almoço e eu concertava minha câmera.
Sentir o cheiro de comida fez a fome me atingir com força. Depois de me servir com um bife, pouco de salada, arroz e batata frita e fico ao lado dela.
Eu vi a câmera
Hum
O que você vai fazer hoje?
O meu trabalho de sempre
Você vai ir naquela casa?
Óbvio
Quantas vezes eu tenho que dizer Lorena? Aquele lugar é perigoso!
Não é!
A nossa discussão se estendeu a tarde toda, minha garganta chegou a ficar doendo de tanto gritar. Já era tarde agora, eu caminhava pela grama. A noite estava escura, só a luz da lua pálida iluminava a velha mansão ao longe. A muitos anos atrás, aquela mansão pertenceu a uma rica família, ninguém soube exatamente o que houve. Mas a patriarca da família, seu marido e seus filhos desapareceram sem mais nem menos. O dinheiro e a casa passou para outros familiares, mas todos morriam de forma bizarra. A cada passo essas histórias passavam em minha mente, eu sabia que elas eram reais, mas por que eu não consigo me lembrar deles? Eles não sumiram a tantos anos. A mansão tinha mofo, que era sentido de longe, o vento fazia as madeiras ranger, os vidros da janela estavam nos pedaços ou eram cacos no chão. As paredes tinham várias pichações e o vento fazia o cheiro ruim de mofo me atingir, fazendo meus olhos lacrimejar. Mesmo assim, eu suspirei e entrei, tirar fotos em lugares abandonados era parte do meu trabalho. Com cuidado, abri a porta, ela range quase se desprendendo. Analiso de perto, estava cheia de cupins
Essas fotos vão ficar iradas
Eu não diria o mesmo...
Aquela voz fez meu sangue gelar, era ela mesmo Hex Maniac a filha da família. Ela olha para mim de forma perversa, aquilo me causou tanto medo que congelei. Quando vi ela vir em minha direção, corri. Mas quando parei, o chão podre desabou. Uma das madeiras entrou no meu braço, perfurou o osso e o partiu na hora. Eu senti uma dor excruciante, mas abafei o grito, ou ela iria me ouvir. Com dificuldade me arrasto e só enfim saí de lá. Corri o máximo que consegui, mas quando toquei no portão...
E depois daquele dia, ninguém mais viu ou se lembrou de Lorena
Nota do chat 8