Ónirilis

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Embolou o cigarro. Fumou o pó de estrela. Tossiu... Virou um meteorito. Subiu, decolando em direção ao espaço. Atravessou a galáxia numa velocidade que nem a ciência poderia calcular. Chegou a um planeta azul... Caiu dentro de um enorme rio. Esfarelou-se. Da sua junção com a água nasceu uma gigante mulher de pele líquida que começou a chorar. Suas lágrimas, ao cair no solo, tornavam-se pequenos seres feitos de luz que subiam ao céu, virando estrelas. Estrelas essas que depois juntavam-se em uma constelação, se transformando em um velho homem, que abraçava a mulher chorona feita de água. Do abraço, nascia um cometa, que era lançado ao Planeta Terra e explodia na estratosfera, fazendo chover sementes, que adentravam no chão e se viravam em azuis e brilhantes flores, sendo colhidas, depois, pela Lua, que as dava de presente ao Arco-íris. O Arco-íris dançava de alegria, cantando a canção amarela, acordando as casas. As casas dançavam junto ao Arco-íris até amanhecer. Quando o Sol raiava, tudo se aquietava, esperando noite, quando o Breu chegava e tudo apagava, voltando a como era antes... Antes de tudo... Antes do Éden, Quando tudo não passava de apenas escuridão e assim ficava, até a Força Cósmica, as coisas, outra vez, começar.