La Sombra Parte 2

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Olá aqui estou eu novamente depois de todas experiências macabras na minha infância, Quando cresci aquelas coisas não voltaram a acontecer novamente mas aquela criatura deixou marcas profundas em mim, Desde então as vezes acordo no meio da noite assustado, Não me interpretem mal eu não senti a presença de ninguém no quarto comigo, Não ouvi ou Senti nada remotamente sobrenatural, mas ao longo dos meus dias é noites tenho percebido algo sútil quase na periferia da minha consciência a sensação de que algo está a caminho algo está chegando, como as primeiras rajadas de ar estagnado de um túnel de metrô, anunciando a chegada de uma monstruosidade descontrolada é imparável surpreendente mas esperada, Tentei concentrar minha atenção em vários projetos de escrita numa tentativa em vão de preencher minha mente com outros pensamentos, na esperança de não deixar espaço para aquelas memórias contaminadas mas esses pensamentos persistiram, Minha ansiedade aumentou ao ponto de eu não conseguir pensar em mais nada, Eu precisava fazer alguma coisa, Eu havia estudado Psicologia por anos na universidade e com isso sabia quê a ansiedade muitas vezes resulta na perda de controle, é que uma das maneiras mais eficazes de combatê-la é se fortalecer, era isso que eu pretendia fazer podem me chamar de imprudente mas eu ia voltar aquele lugar, Aquele apartamento onde aqueles eventos terríveis aconteceram, Eu ia confrontar aquelas memórias é expô-las pelo que eram um absurdo, Meus país ainda moravam lá então eu tinha um pretexto para as minhas verdadeiras intenções, A viagem até minha antiga casa durou uma hora mas foi uma jornada repleta de euforia, Eu estava confiante tranquilo feliz agora eu tinha o controle é nada me impediria de provar que o lugar que eu temi a vida inteira não passava de um apartamento suburbano comum banal e inofensivo, Percorrendo alegremente as estradas rurais é depois a autoestrada finalmente cheguei a cidade, Aos poucos as ruas começaram a me parecer familiares as lembranças de brincar naquele bairro me invadiram, um parquinho com meu escorregador favorito um campo de terra batida onde jogávamos futebol, o pátio da minha escola cheio de esconde-esconde e amizades há muito abandonadas mas jamais esquecidas, minha mente vagava por aquelas lembranças como um filho pródigo voltando para casa, Vagava tanto que antes que eu percebesse já estava entrando na rua onde um dia morei a rua era longa é desaparecia na distância terminando numa curva fechada é sem visibilidade, Era um bairro antigo planejado é construído muito antes do surgimento do carro isso era evidente pela estreiteza das ruas, criando uma estranha sensação claustrofóbica como se os prédios de cada lado se ergueasem encarando os transeuntes com um olhar ameaçador, Diminuí a Velocidade e observei cada prédio que passava era um lugar enorme com todos os prédios parecendo bastante semelhantes, Meu coração começou a bater mais rápido de repente é um arrepio percorreu minha espinha lá estava ela' Lá estava a Casa era final de tarde é a rua estava silenciosa quase deserta, Fiquei olhando me perguntando como um apartamento tão comum poderia ter me causado tanto medo, Antes de sair minha intenção era apenas observar o apartamento de longe confirmando para mim que se tratava de uma construção material totalmente explicável é livre de qualquer estranheza, Mas lembrei dos meus pais que agora eram dois idosos lembrei que a última vez quê os tinha visitado tinha sido há quase um ano, é por isso mesmo hesitante saí do carro caminhei em direção a entrada, o porteiro perguntou quem eu era é eu falei quê tinha vindo visitar meus país o Sr é a Sra Martinez, Ele telefonou lá pra cima confirmou quem eu era é me permitiu subir, Confesso que aquele elevador com aparência antiga me causou arrepios mas ignorei isso é fui até a casa dos meus pais, Ao chegar fui recebido com alegria pelos meus pais tomámos café comemos e conversamos sobre o cotidiano, Até que eu pedi para ver como estava o meu antigo quarto meu pai me deu a chave é entrei no quarto, meu pai disse que ele é minha mãe limpavam de vez em quando para se lembrarem da minha infância/adolescência Vi que havia um pouco de poeira nas paredes acompanhada de teias de aranha ocasionais, Só de olhar pro quarto já me assustava mas era apenas uma lembrança não a estranha sensação de estar sendo observado como eu sentia quando criança, o cômodo era quase o mesmo de quando eu dormia ali uma cama uma cômoda mas sem os brinquedos no chão, Uma profunda sensação de raiva me invadiu por um instante mas logo a afastei da minha mente a ideia que aquela coisa poderia estar ferindo outro inocente me encheu de desprezo mas lembrei quê ele havia ido embora depois da minha reza, Enquanto eu olhava para a parede com a cama do lado os pelos da minha nuca se arrepiaram Por um instante é foi apenas um instante pensei ter visto o cobertor sobre a cama se mexer Mais do que isso através do vidro da Janela eu poderia jurar ter ouvido um suspiro ofegante, Fechando os olhos com força repeti outro mantra científico, Ao abrir os olhos não vi nada além de um quarto vazio Nenhum espírito Maligno nenhuma coisa sobrenatural apenas um quarto nada mais nada menos, Soltei um suspiro de alívio pois pela primeira vez em muitos dias tudo estava bem no mundo Você pode achar quê era apenas um desejo mas eu realmente senti que havia provado a mim mesmo que não havia nada a temer além da minha imaginação fértil, Estava começando a escurecer e eu queria estar em casa antes do anoitecer Confiante agora que minhas ansiedades haviam ficado para trás, Dei um abraço nós meus país falei que precisava ir é me despedi deles sai para fora voltando para a rua, Lembrei quando criança eu gostava de esconder alguns brinquedos é de vez em quando coisas exóticas como um estilingue ou algumas bombas de fumaça Eu não tinha motivo para esconder os brinquedos mas quando eu era jovem ter um segredo parecia uma aventura, Saí dali fortalecido o fato de ter reunido coragem para revisitar aquele lugar para ver como ele realmente era comum, me fez sentir novamente no controle das minhas faculdades naquele momento eu não precisava de nada além de uma explicação convencional, Comecei a voltar para casa quando entrei na rodovia algo começou a emergir no fundo do meu subconsciente, A Princípio ignorei descartando como mera imaginação mas conforme o sol brilhava pela última vez e se punha no Horizonte, Senti uma compulsão crescer dentro de mim uma ideia que parecia ter nascido é sido alimentada sem nenhum motivo aparente, Sem lógica sem fundamento casual sólido mas uma idéia quê precisava ser seguida a qualquer custo, Aumentei a Velocidade ziguezagueando esporadicamente entre os carros mais lentos na autoestrada olhando pelo retrovisor para ficar de olho no que poderia estar vindo atrás, Eu precisava voltar para casa! Mais uma vez acelerei olhando constantemente para trás como se estivesse perseguindo alguém invisível, 110 130 160 quilômetros por hora eu rasgava a estrada buzinava gritava, o suor escorria pelo meu corpo o quê estava acontecendo comigo?! Com as mãos suando de nervoso finalmente consegui sair da autoestrada e entrar nas estradas rurais que me levariam diretamente á minha cidade, As estradas eram estreitas e serpenteavam pela paisagem agora desolada é sinistra a escuridão parecia cobrir a estrada á minha frente, Liguei o Farol Alto e respirei aliviado ao ver uma luz brilhante novamente mesmo que artificial, a ansiedade que parecia ter me dominado na autoestrada parecia ter diminuído, Porém eu ainda olhava pelo retrovisor com mais frequência do que deveria só para ter certeza quê não havia nada me seguindo, Ainda assim loucura ou não eu me sentia compelido a ir embora o mais rápido possível, e embora tivesse conseguido me acalmar a solidão da estrada em que eu estava alimentava meu desejo de voltar para minha própria cidade minha casa é minha cama, continua...