O Enigmático:Inspirado em Jack Estripador

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Eu estava num tédio tão grande que resolvi sair,vi que a rua estava vazia,eu estranhei um pouco, porém prossegui,sentei no banco da praça,o silêncio era ensurdecedor, até que em meio a neblina ouvi passos,um ser usando vestes escuras vindo no final da rua,ele segurava uma maleta (pasta),usava sobretudo cinza,por debaixo blusa social abotoada e gravata,um chapéu cobria seus olhos, calças pretas, porém algo não combinava com suas vestes,ao invés de usar sapatos sociais,ele estava usando botas grossas e com bastante terra avermelhada no solado. Eu tentei ver o rosto, porém,sem sucesso desviei o olhar,ele parou perto de mim, pois a maleta no chão, tão perto que ela encostou no meu tênis,eu olhei para cima procurando algum contato visual,mas ele logo olhou para os lados,verificou seu relógio de bolso, após ver a hora,virou pra mim, inclinando a cabeça e me cumprimentou segurando a ponta do chapéu, depois disso,esse estranho saiu andando em direção ao ponto de ônibus, voltei a minha atenção para a maleta,olhei novamente para o desconhecido,ele estava de longe me encarando,eu gritei "Ei senhor! E a sua mala?!",no entanto, minha voz foi abafada pelo barulho de um ônibus antigo que emergiu da névoa,o desconhecido acenou para mim antes de desaparecer com o veículo misterioso. Resmungando com a maleta na mão, cheguei ao buraco que carinhosamente chamo de "lar", percebi uma escrita na mala "Vamos jogar?",ao abrir a pasta, encontrei uma foto da nossa catedral do centro,no verso estava escrito "Qual é o horário do último ônibus?",fui até lá antes de bater 17:00, e no ponto de ônibus em frente a igreja,vi o mesmo ser,ele estava me olhando,eu estava com maleta pronto para devolver,corri até ele, porém ele desapareceu deixando uma carta,nela uma escrita "Onde mora os nossos antepassados e nós futuramente vamos estaremos lá",essa era fácil demais,fui correndo até o cemitério,foi muito difícil andar por lá,com a última chuva,a terra avermelhada ficou muito escorregadia,sujei minha roupa e meus calçados. Encontrei encima de um túmulo mais uma nota "Você viu todas as fotos da pasta? Se sim, está tentando fugir,se não... Não está ",andei mais um pouco, encontrei mais adiante um buraco aberto e uma pá,me aproximei e vi sacolas de lixo,e outros objetos pessoais femininos,eu não deveria estar alí,corri o mais rápido possível, fiquei pensando, claro! A terra nas botas dele, o motivo de não mostrar o rosto,ele estava aqui. Chegando em casa, percebi minha porta destrancada, pegadas de terra pelo meu chão,ele esteve lá,eu abri a pasta e confirmei,nomes,rostos,e imagem de mulheres seminuas e mortas, órgãos retirados e tudo mais,fui até a janela e vi o ser de terno me encarando, não consegui ver seu rosto,mas eu sei que ele estava me encarando,logo a polícia chegou e me levou,eu estava com as provas,e o criminoso simplesmente não existia.