Não-Crônica

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Num sobressalto pulei da minha cama para o chão - era Sábado. Vesti minha calça jeans, uma camisa escrita "Ramones" que tinha o símbolo de uma águia (acho que é uma banda de rock, não sei ao certo). Calcei meus tênis branco e preto, coloquei o celular no bolso e me dirigi até o centro da cidade. Lá, no meio da praça, encontrei um homem com a cabeça de tigre que tocava um violão:

  • "Moço, tem jenipapo com gripe para me dar?" - perguntou ele.
  • "Não, mas tenho várias fotos da minha ex na galeria" - respondi.
  • "É... Dá pro gasto..." - disse o homem. Então começou a tocar uma das melancólicas do Bob Dylan. Eu relembrava da ex com a música e o jenipapo?... Continuava com gripe.
  • "ATCHIM!!!"
  • "Saúde, Jenipapo". E segue a cantoria, camarada híbrido felino com violão! Segue... Que hoje a casa criou pernas e fugiu e eu não vou voltar para ela tão cedo. Hoje eu quero sofrer. Me dê agora um litro de caldo do jenipapo com gripe.