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(Relato real)
Eu tinha apenas cinco anos quando morava num apartamento numa bela cidade vinícola de Portugal.
Naquela época, eu estudava na mesma escola que o meu melhor amigo. Era o fim de mais um dia de aulas. O céu estava nublado, o ambiente parecia estranho e a aula estava prestes a terminar quando, de repente, as luzes da escola se apagaram.
Como crianças, começámos logo a fazer piadas. Dizíamos que tinha sido a Bloody Mary, uma lenda que era bastante comentada naquela época. Pensámos que fosse apenas uma falha de energia, mas havia algo estranho: enquanto a escola inteira estava mergulhada na escuridão, o computador da professora continuava ligado.
Pouco depois, fomos dispensados mais cedo. Enquanto caminhava pelo corredor escuro, senti um arrepio inexplicável. Não sei porquê, mas aquele lugar pareceu-me diferente. Fiquei alguns segundos a olhar para a escuridão, sentindo uma sensação estranha, até que simplesmente ignorei aquilo e fui para a casa do meu amigo, como costumava fazer naquele dia da semana.
Quando chegou a hora de me despedir dele e voltar para casa, aconteceu algo que jamais esqueci.
Ouvi um grito ensurdecedor.
Era o meu amigo.
Naquele momento, ele estava sozinho em casa. O ambiente estava escuro por causa da falta de energia, e o céu nublado deixava tudo ainda mais sombrio. Sem pensar duas vezes, corri para dentro para descobrir o que tinha acontecido.
Quando cheguei até ele, fiquei paralisado.
O braço direito dele estava completamente cortado. O ferimento era profundo e assustador; conseguia-se ver o interior do braço. A imagem deixou-me enjoado e aterrorizado.
Perguntei-lhe o que tinha acontecido.
Ele, desesperado, jurou que não tinha feito aquilo a si próprio. Disse que estava perto da cozinha quando, de repente, a faca se mexeu sozinha e o atingiu.
Eu conhecia-o bem. Ele nunca tinha mentido para mim.
Chamaram ajuda e ele foi levado para o hospital. Felizmente, depois de receber tratamento, ficou tudo bem com ele.
Mais tarde, voltei para casa. Estava exausto e assustado, mas tentei esquecer tudo o que tinha acontecido. Acabei por adormecer.
Foi então que tive um pesadelo.
Um pesadelo tão realista que, por alguns momentos, parecia que eu ainda estava acordado.
Tudo nesse mesmo dia , e esses dia era uma sexta feira 13...