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Estou tremendo enquanto escrevo isso fui liberado pela polícia há menos de 2 horas e me sinto compelido do último dia é da última noite o mais rápido é precisamente possível, De certa forma quero esquecer mas sei quê não posso sei que não devo para minha própria sanidade, Preciso revelar o que aconteceu se algum dia eu me deixar influenciar novamente pela natureza mecânica e racional do mundo, estas palavras devem servir para me lembrar que o invisível é misterioso e assustador, Depois quê Maria partiu eu soube quê a havia perdido pra sempre mas em vez de ser consumido pela depressão é pela inércia, Fui revigorado por um propósito eu sabia que precisava destruir aquela coisa pois não podia permitir, a possibilidade de que um dia ela pudesse ferir meus entes queridos ou profanar a inocência de outra criança, Eu também sabia que enfrentaria a morte mas sentindo que já havia perdido tudo era um preço pequeno a pagar, Dizem quê a Vingança é um Prato quê se Serve frio mas tendo esperado toda a minha vida adulta para me livrar dessa coisa, dá sua memória e da sombra que lançou sobre mim aceitei a proposta de matar esse demônio essa força corrupta é pervertida com um sorriso no rosto, Por volta das 7 horas fui até o carro o sol já havia ido embora a rua parecia estranhamente silenciosa como se fosse o cenário de um funeral sem ninguém presente, Sentei no Banco do Motorista deixando a porta do outro lado aberta aguardando meu visitante indesejado, Às 9 Horas nada demais havia ocorrido o lugar permanecia deserto é o ar frio da noite que entrava pela porta aberta começava a incomodar, Eu refletia sobre a natureza dessa criatura cadavérica uma pergunta emergiu de um mar de pensamentos pairando acima de todos os outros imóvel é contínua, Eu não sabia se aquilo era algo do álem ou algum espectro sobrenatural que pudesse ser considerado "vivo" de alguma forma, Quando eu estava reavaliando meu plano lá estava Foi sútil a princípio mas houve uma pequena mudança quase imperceptível, na suspensão do carro se fosse qualquer outra circunstância eu teria atribuído isso a uma rajada de vento empurrando é puxando o chassi, mas eu conhecia muito bem aquela sensação de tantos anos atrás quando a cama se movia levemente com aquela coisa se mexendo em baixo da cama, Eu conhecia seu sinal maligno o ar ficou mais denso como se estivesse contaminado por algum cadáver próximo, Estava no carro comigo invisível sim mas presente mesmo assim, ouvi um leve sussurro vindo do banco de trás inclinei-me e fechei calmamente a porta do passageiro, girei a chave na ignição ao sair da rua juro que ouvi uma risadinha baixa porém nitidamente maliciosa como se estivesse zombando de mim, Nosso destino não era longe mas as colinas sinuosas que a estrada rural atravessava subiam é desciam com regularidade, um lembrete sombrio do isolamento ameaçador da noite De vez em quando no caminho eu ouvia algo atrás de mim mas me recusava a procurar na escuridão, Paciência não demoraria muito para que eu a confrontasse, as rodas do carro patinavam é deslizavam na vegetação rasteira enquanto eu saia da estreita estrada rural, ao olhar para as árvores quebradas é apodrecidas ao meu redor senti quê era apropriado vir a este lugar desolado na noite fria, A paisagem subitamente terminava abruptamente um penhasco esculpido por uma antiga pedreira, com vista para as águas negras do lado abaixo A borda do penhasco era relativamente plana e de fato outrora abrigara uma estrada que desabou no lago décadas atrás, As crianças da região contavam histórias sobre os fantasmas Vingativos daqueles que morreram durante o desmoronamento, mas eram apenas histórias ou talvez não No passado eu teria ignorado tais contos mas quem acreditaria na minha história se eu a contasse agora?, Desliguei o motor e estacionei a alguns metros da beira do penhasco apagando todas as luzes e me preparando para o que viria, Fiquei sentado naquele carro por um tempo que pareceu uma eternidade, Aquela coisa era inteligente disso não havia dúvida Ela havia brincado comigo saboreando a dor e o tormento quê causara, como só uma mente fria é calculista poderia fazer Por isso eu sabia que ela suspeitaria de mim e talvez até fugisse se eu aproximasse o carro demais na beira do penhasco, eu tinha que esperar quê ela atacasse deixa-la se alimentar deixa-la se deleitar e se fartar comigo, talvez então ela não percebesse enquanto eu mergulhava lentamente o carro naquela água escura e gelada lá embaixo, Maria é Eu costumávamos ir lá ocasionalmente um lugar para ficarmos juntos longe de tudo, não parecia tão desolador durante um dia de verão portanto eu tinha o lugar em mente é o conhecia bem A queda era de pelo menos 9 metros até as profundezas lá embaixo, Eu não queria estar naquele carro quando ele atingisse a água nem preso lá dentro com aquela aberração, Então eu ouvi lentamente a princípio depois aumentando em ritmo e volume uma respiração rouca é sibilante vinda de trás, Cada respiração uma luta cheia de fluido podre em decomposição, um arrepio percorreu minha espinha um cheiro rançoso é fétido começou a impregnar o ar, Meu Coração começou a disparar batendo forte é rápido enquanto eu olhava para cima e via o para-brisa começar a congelar por dentro, Eu conseguia ver minha respiração algo natural sem dúvida, mas o que era antinatural era a respiração visível passando pelo meu rosto de lado, Virei-me lentamente queria chorar ir embora correr para a noite mas eu tinha quê ficar não podia deixar escapar, Eu a Encarava é Ela me Encarava encurvada coberta pela escuridão, Contorcida magra com as mãos cerradas como se lutasse contra o rigor mortis, ela se moveu lentamente em minha direção Uma perna ossuda estalou e gemeu ao deslizar sobre meu colo e para o outro lado, a criatura se aproximou de mim é através de um raio de luz da lua vi seu rosto, A pele pendia de suas feições irregulares Olhos vidrados me olhavam profundamente, enquanto um sorriso se espalhava por todo o rosto anormalmente largo devido a carne meio apodrecida, expondo os músculos dentes quebrados é tendões necrosados de seu sorriso rançoso, Aproximando-se abriu a boca revelando uma língua úmida e pútrida que podia ser vista através de parte da mandíbula ausente, Ofegante é com respiração pesada um odor fétido que ardia nos meus olhos e enchia minha boca provocou uma reação em mim, enquanto eu vomitava meu corpo tentando expelir seus vapores venenosos, Ao fazê-lo parou por um instante e então gargalhou para si mesma feliz satisfeita, Olhando em seus olhos gélidos ainda dava a impressão de um velho aflito é cada vez mais fraco Ainda era incrivelmente forte mas parecia ter perdido parte de sua força, Seus longos dedos perturbadores acariciaram meu rosto é então cravou um deles profundamente em meu ombro, Gritei enquanto ele se dobrava é se contorcia dentro de mim a criatura em decomposição movendo o dedo, Para causar o máximo de dano é dor possível Enquanto fazia isso sua outra mão deslizou pelo meu corpo, Chegou a Hora com o braço livre liguei a ignição é embora meu ombro ainda estivesse preso ao banco, Consegui vencer a dor engatei a marcha e arranquei o mais rápido quê pude, A criatura se debatia é gritava tentando passar por cima de mim para o banco de trás, Mas eu me agarrei com todas as minhas forças os pensamentos sobre o quê ele tinha feito com Maria alimentando minha fúria, Corremos em direção á beira do precipício eu olhei freneticamente para a porta do motorista, Quando nos aproximamos da queda no gelo gritei de raiva ao ver seu rosto fétido é rançoso e a empurrei para longe de mim, Ele se apressou para o banco de trás lutando para sobreviver enquanto eu me apressava para entrar no meu destrancando a porta do carro, Era tarde demais o carro despencou do penhasco e antes quê eu percebesse atingimos a água escura, rachando a superfície negra é vítrea com uma força tremenda, Eu deveria ter morrido alí mas o airbag absorveu a maior parte do impacto embora eu ainda tenha conseguido raspar a cabeça na moldura da porta, Atordoado olhei em volta O som quê ouvi vindo daquela coisa era disforme mas familiar, o grito de alguma criança demoníaca logo deu lugar a angústia e a fúria de uma inteligência ancestral que sabia quê enfrentava uma morte quase certa, A água estava congelada é jorrou com tanta força pela porta do carro agora retorcida e aberta que me deixou sem ar, Ofeguei em busca de ar assim como minha presa involuntária Ela se contorcia e se debatia procurando uma saída, Ao avistar a porta aberta arrastou-se pela água em minha direção, Fechei o Punho é esmaguei contra a cara da criatura, Pedaços de Carne podre se desprenderam com o impacto enquanto um líquido preto é escuro escorria da ferida resultante, Mais uma vez tentou me ultrapassar é eu sabia quê para mantê-la naquele carro tempo suficiente, Para que se afogasse eu teria que morrer com ela senti um tremor quando a água gelada escorreu pelo meu queixo, Meu coração lutou contra o frio é com uma onda repentina fui submerso é exalei meu último suspiro, Prendi a respiração mas apenas para me recompor e me preparar para uma morte gélida é sufocante, Esperava que não fosse dolorosa Meus pensamentos voltaram para Maria é Minha Família, Uma sensação avassaladora de tristeza é desespero me dominou mas enquanto eu lutava com aquela coisa, Que tentava passar por mim é pela porta agarrando é debatendo-se com os braços olhei para baixo é a vi, Com o impacto da queda sua perna ficou presa entre o painel é o assoalho do carro embora pudesse se mexer não conseguia sair, Virei imediatamente para a porta Mal conseguia enxergar a trinta centímetros á minha frente, naquela água escura mas havia luar suficiente para iluminar meu caminho, Assim quê cheguei a porta a criatura me agarrou e me puxou de volta para ela, Havia perdido toda a esperança de escapar mas queria me afogar junto com ela, Lutamos por um tempo quê pareceu uma eternidade naquela sepultura fria é amarga, enquanto o carro afundava cada vez mais na escuridão eu podia sentir meu corpo implorando para que eu respirasse, para quê eu expirasse meu último suspiro é então inalasse água congelada, Finalmente usei minha astúcia para escapar de um destino tão horrível Posicionando meu Corpo, Empurrei os pés contra o painel com força suficiente para me libertar de suas garras, Não me lembro de muito mais exceto pelo grito angustiado é cheio de ódio que meu algoz soltou, Quando o deixei para morrer no fundo daquele lago congelado, Me vi caminhando pela mata com frio molhado mas vivo o ferimento no meu ombro me atrasava mas consegui estancar o sangramento, Pressionando-o com a outra mão levei duas horas chegar em casa a pé estou impressionado por não ter desmaiado de exaustão ou hipotermia, Quando avistei a rua onde moro senti uma profunda sensação de dever cumprido uma sensação de orgulho é triunfo, isso até eu entrar em casa e encontrar um rastro de pegadas grandes é molhadas quê iam da porta da frente até minha cama, A incredulidade me dominou um desespero tão agudo e avassalador quê me faltam palavras para descrevê-lo estava deitado na minha cama, á espera um lençol branco cobrindo seu corpo emaciado ocultando-o da vista, A mente humana é algo maravilhoso justamente quando você acredita que seu corpo atingiu um nível de exaustão, do qual não consegue se recuperar que suas emoções estão tão desgastadas quê você sente que não pode continuar um pensamento surge que como um milagre de uma mente cansada, Silenciosamente aproximei-me furtivamente da escuridão é peguei minha carteira, Quê havia deixado sobre uma pequena mesa de centro na sala de estar, Deixei a porta destrancada saí para tratar de um novo plano é retornei uma hora depois, Com um breve momento de preparação entrei no quarto de hóspedes, Deitei-me naquela cama imaculada á espera tinha certeza quê aquele era o fim, Que em vez de brincar comigo viria para o abate Como havia escapado daquela sepultura aquática eu não sabia, mas quê me mataria se escapasse novamente só me restava esperar que me sentisse do outro quarto, Fechei os olhos fingindo estar dormindo profundamente o tempo passou arrastado é embora eu tenha lutado contra ele, o cansaço finalmente me venceu mergulhando-me num sono profundo, Acordei com as mãos dele em volta do meu pescoço Ele tossia é cuspia em cima de mim, um líquido preto é rançoso pingando no meu rosto enquanto escorria de seus ferimentos faciais, Eu me debatia ofegando por ar é torcendo para ter forças para escapar de suas garras, Mas ele era forte demais e minhas mãos não conseguiam segurá-lo com firmeza pois parecia estar encharcado por causa do mergulho no lago, Conforme minha visão foi turvando e a última luz da consciência se extinguiu dentro de mim, fiz o que tantos animais fazem em seus últimos momentos fingi-me de morto, imóvel prendendo a respiração a coisa me sacudiu violentamente pelo pescoço é depois me soltou esperei pelo meu momento, Minha última chance de destruir aquela criatura sua respiração ofegante relaxou um pouco e pareceu me encarar com um olhar quase inquisitivo, Continuei esperando por uma mudança de peso quê me permitisse jogá-lo no chão, inclinando-se perto de mim seu sorriso largo e desfeito se contraiu, Reunindo sua saliva pútrida na boca e no quê restava de suas bochechas, Demonstrou então total desprezo pelos vivos é mortos cuspiu seu fluído fétido em meu rosto os restos escorrendo sobre mim por um buraco em sua mandíbula, Queria gritar fazer qualquer coisa para remover aquela mancha repugnante da minha pele, mas não atrevi a me mexer não era o momento certo inclinando-se mais perto cutucou é arranhou a ferida no meu ombro, Com toda minha resistência Permaneci imóvel, Então lenta é pacientemente deslizou dois de seus longos dedos para dentro da minha boca, o gosto era insuportável rançoso podre morto o estalo atrítico de seus nós nos dedos abalou minha resistência, Enquanto arqueava as costas em êxtase de repente enfiou os dedos fundo na minha garganta, Senti uma ânsia de vomito uma reação instintiva em vez de me chocar, uma risada ininteligível emanou de seus dentes quebrados enquanto ele enfiava os dedos ainda mais fundo na minha boca, Senti sua carne fria é dura raspando a parte interna da minha garganta implorando silenciosamente para quê parasse, Nos nossos momentos mais sombrios às vezes encontramos nossa verdadeira força, Rolei para o lado usando seu peso contra ele é finalmente consegui me libertar, Caí no chão com seu longo braço agarrando meus pés chutei e gritei, enfim me libertei ele me encarou por um instante Erguendo-se sobre a cama, seus ossos frágeis estalando sob sua própria força, agora ele se erguia alto é magro pronto para atacar, Desde criança eu era uma vítima isso me aterrorizou roubou minha inocência atacou Maria é destruiu minha vida, Às vezes a presa mais perigosa é aquela quê consegue te enganar, Aquela quê te induz a uma falsa sensação de domínio ou superioridade, aquela que conquistou qualquer medo quê tivesse de você com um sentimento de raiva e traição, Ela havia caído na minha armadilha uma armadilha concebida pela lógica, pela razão é por uma compreensão do mundo através dos olhos de uma mente científica O fogo purifica tudo, Enquanto gemia gritava estalava é se contorcia preparando-se para atacar, puxei um cobertor do chão revelando um balde cheio de gasolina quê eu havia comprado naquele curto período de tempo, Joguei-o com toda a minha força o líquido espirrando por toda aquela aberração e na cama, Ela sorriu pra mim zombando da minha existência menosprezando minha dor e a agonia que ela havia causado, Do meu bolso tirei um isqueiro acendi é joguei naquela criatura miserável, Ela se contorceu é gritou de agonia pedaços de sua carne se desfazendo queimando-se até não virar nada diante dos meus olhos quase senti pena dela, O Fogo saiu do controle felizmente um vizinho ouviu os gritos é viu a fumaça chamando os bombeiros não me lembro de nada de como escapei, Passei várias horas no hospital sendo tratado por inalação leve de fumaça e queimaduras leves nas mãos, Ainda dói mas como acontece com muitos ferimentos superficiais vai cicatrizar Talvez fiquem algumas cicatrizes mas posso conviver com isso, A polícia me prendeu logo depois acreditando quê eu era um assassino, Eles suspeitam que eu tenha matado alguém naquele incêndio, é acham muito suspeito que eu tenha um ferimento profundo no ombro é arranhões por todo o corpo, Me disseram para não me afastar muito caso queiram me fazer mais perguntas, mas podem ficar á vontade duvido quê acreditem nas minhas respostas, Não encontraram restos mortais nem qualquer evidência de quê outra pessoa estivesse lá, exceto o contorno estranho de uma figura gravado na cama é na parede Parecia quê o que quer quê estivesse alí tentou escapar mas acho quê não conseguiu, Um peso finalmente tirado dos meus ombros um peso quê agora percebo que sempre esteve lá desde a minha infância, na verdade acredito quê aquilo me afetava mesmo a distância agora quê se foi sinto-me inteiro novamente, Estou devastado por ter perdido Maria é minha casa pode ser considerada perda total, pois provavelmente serei acusado de incêndio criminoso, Depois quê descobrirem que fui eu quem causou o fogo significa que posso dar adeus a qualquer pedido de indenização do seguro, Minhas mãos doem assim como meu ombro mas meu espírito não, estou escrevendo isto de um quarto de hotel pequeno é modesto Esta noite pretendo dormir e sonhar como fazia quando criança, Antes quê aquele desgraçado invadisse minha vida, Fico feliz por ter registrado minhas experiências isso me esclareceu muito sobre eu mesmo, é o mais importante caso alguém deus me livre se encontre em uma situação semelhante talvez saiba o quê fazer, Agora é hora de dormir é preciso descansar pois nunca senti um cansaço como este,
Boa noite é Durma Bem... FIM:)